quinta-feira, 1 de julho de 2010

!!!BRISA E BRISINHA!!!

BRISA E BRISINHA!!




Fotos: KRAFTMAN


BRISA E BRISINHA!!


Do barro se fez o homem;
Da palha, casa de palha;
Da madeira, casa de madeira;
Da mamadeira se faz sono;
Do sono se faz silêncio;
Do barulho se faz pipóca;
Da mandioca se faz farinha;
E DU BRISA faz BRISINHA!


De peixe, peixinho é;

Eu gosto dos três porquinhos;
Tenho medo do lobo mau;
Faço minha casa de tijolos para aguentar o vendaval;
De BRISA, BRISINHA é!



Tem comidas que vão de garfo, outras que vão de colher;
Tem as que são de comer;
Outras que são de tomar;
Tem dias que é pra sorrir;
Outros que é pra chorar;
Bagunça é pra ser feita;
Pra se ter o que arrumar;


Voa voa passarinho;
Mas não se afaste muito do ninho;
Nessa sua vida eu vejo minha;

É que Du BRISA se fez BRISINHA!!


Eu seguro a tua mão;
Pra tu segurar a minha!!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O eterno ato de sempre ir





Foto: Juliana Hilal - FRINGE 2010

"Eu quero apenas olhar os campos
Eu quero apenas cantar meu canto
Eu só não quero cantar sozinho"

E FOMOS AO FESTIVAL DE CURITIBA, VOLTAMOS CHEIOS DE GÁS. NÃO CANTAMOS SOZINHOS, CONSEGUIMOS LEVAR PÚBLICO E BASTANTE AO NOSSO MODESTO ESPETÁCULO QUE EM MEIO A OUTROS 400 FICOU ENTRE OS MAIS INDICADOS. EXPERIMENTAMOS!

A PALAVRA DE ORDEM ERA: "VAMO ESTRUMBÁ" E ESTRUMBAMOS!

DE FATO O FESTIVAL VAI SOMAR MUITO PARA A CARREIRA DO ESPETÁCULO NÃO SÓ PELO CURRÍCULO, MAS PRINCIPALMENTE PELA VIVÊNCIA, FOI EXTRA ORDINÁRIO!
O ESPETÁCULO AMADURECEU!
E AINDA TEMOS TEMPO PARA AFINAÇÕES ATÉ NOSSA NOVA TEMPORADA EM MAIO.

PARA MIM, ENQUANTO PROVOCADOR, FuI MUITO PROVOCADO E JÁ ESTOU COM AS MÃOS COÇANDO PARA TRABALHAR MAIS NESSE "ETERNO ATO DE SEMPRE IR".

PERCEBI MAIOR DOMÍNIO E AUTONIMIA DO ELENCO, (JOSY ROUSE E IVY DONATO)SUBIMOS MAIS ALGUNS DEGRAUS EM BUSCA DA EXCELÊNCIA NA EXECUÇÃO ARTÍSTICA.

TIVEMOS A PRESENÇA DA AUTORA ALISSANDRA ROCHA E CIA. QUE COMO ENTIDADES DO TEATRO VELARAM NOSSAS APRESENTAÇÕES, O QUE NOS DEU UM CERTO ACONCHEGO. MAIS UMA VEZ NÃO ESTÁVAMOS SOZINHOS.

SENTIMOS A FALTA DE ANA FIGURINO, MAS SUA ARTE ESTAVA LÁ PRESENTE E COMO SEMPRE TEVE GRANDE REPERCUSSÃO. A CADA MALA QUE SE ABRIA, A CADA EFEITO VISUAL E NOS FIGURINOS SEMPRE MAGISTRAIS - E DENTRO DE NOSSOS CORAÇÕES - NÃO ESTÁVAMOS SOZINHOS!

VIVA O FESTIVAL, VIVA A BANDEIRA NACIONAL!!
VIVA NÓS E VIVA O ALBATROZ!
VIVA O ETERNO ATO DE SEMPRE IR E O DE SEMPRE VIR!

PRESTIGIEM NOSSO TRABALHO.
POIS: "Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar."


Em Maio - TEMPORADA - UNESP

sexta-feira, 12 de março de 2010

Reencontrando a Alegria!!


"O ETERNO ATO DE SEMPRE IR"

Vamos ao Festival de Curitiba neste ano de 2010. Depois de dirigir algumas peças, encontro nessa direção a alegria e despretensão da criação artística. Consegui por em pratica ensinamento que recebi de Almary Alvarez: dedicação, generosidade, gentileza. Coisas que me dão prazer e convicção da qualidade artística fruto do trabalho feito sem qualquer nóia ou "melindres". Uma pareceria importante que na Trívio Cia. de Teatro vem dando certo, construímos um espetáculo vigoroso, gostoso e mais que isso; alegre!!
Agradeço a Josy Rouse e Ivy Donato pela enorme capacidade de transformar as indicações da direção em pura arte. São esses encontros que faz a vida valer à pena. Espero que o Festival de Curitiba possa nos dar frutos merecidos depois de um ano e meio de trabalho!!

Agradeço a Ana Cristina Ramos pela generosidade de sempre e por sua enorme colaboração na identidade visual do espetáculo!!

Esse espetáculo que tem um texto muito desafiador para qualquer diretor e para um diretor em início de carreira é um gosto poder alcançar um resultado de alto nível, pois o grau de dificuldade é grande. Ao invés de cortar o texto, para tirar de mim a responsabilidade de trabalhar mais, pesquisar mais, me entregar mais... Mantive cada fala em respeito à brilhante autora Alissandra Rocha.


Inspirado em Chaplin, não poderíamos fazer por menos.
Guiado pelos preceitos de Amaury Alvarez, não poderia deixar por menos!

Dedico esse trabalho ao meu filho João Pedro, o amor que transborda e transforma!

Sejam bem vindos ao "o eterno ato de Sempre ir".

quarta-feira, 10 de março de 2010

bRANQUINHA







ELA É BRANCA, ELA É DE NEVE!

A PELE BRANCA, O CORPO EM CURVAS;
NO ROSTO MAÇÃS, NA BOCA UVAS;
NOS OLHOS ESTRELAS, NO PEITO FOGO;
NOS PELOS ARREPIOS;
NA NUCA, DESCANSO;
NO CHEIRO ENCANTO;
NA LÍNGUA,GOSTO E BANHO;
NOS DENTES, FOME E SANGUE;
NAS COSTAS ARRANHÕES;
NOS LÁBIOS, VONTADE;
NO CORPO, VERDADE, MALDADE, ENCAICHE, ENCONTRO, ERUPÇÃO!

segunda-feira, 8 de março de 2010

M de Mulher!!


M de Mulher,
M de Mãe
M de Maria...,

O Teu nome principia na palMa da Minha Mão,
Me perdoe por não te enviar flores no dia de hoje,
É que prefiro entrgá-las pessoalmente e ver os teus olhos brilharem, teu coração dispirar e tua respiração se reativar!

Mandar não é comigo,
Mandar é coisa de quem tem medo da recusa ou vergonha de andar com flores nas Mãos. Medo de ser ridículo,
Por você Mulher serei sempre ridículo,

Você é a Mulher.
a Melhor Mulher!

Hoje é dia da Mulher
e você é Minha Mulher de todo dia!

Parabéns!!

sexta-feira, 5 de março de 2010

" aprendi a ficar quieto e começar tudo de novo"


Escrever, descrever, reescrever. Quantas segundas chances temos?
Escrevo, descrevo, reescrevo.
Enquanto houver respiração e batidas de coração, enquanto houver pão, carne e amor continuarei escrevendo, descrevendo e reescrevendo.
Reescrever, nem sempre quer dizer consertar, as coisas escritas nos dias de hoje não tem como consertar. A moral é implacável. "uma vez flamengo, flamengo até morrer", um bêbado sempre será um bêbado, mesmo que fique 30 anos sem beber, um ladrão sempre ladrão, um merda sempre um merda...

Mas ainda assim acredito no reescrever, no fazer melhor, e devo e encontro meus iguais que tomam os erros como lição, como motor dos novos dias e buscam errar menos, magoar menos, maltratar mesmo, amar mais, chorar mais, brincar mais antes que o sangue fique de barata e o coração de pedra...

Não sei por onde recomeçar, mas assim como os gatos morremos uma única vez, ou sete. prefiro morrer sete, que fique registrado! Prefiro morrer sete, morrer sete vezes é viver sete vezes e viver sete vezes é o maior dos prêmios.

Precisamos morrer mais vezes para viver mais vezes todas as vezes possíveis. hoje eu morri um vez, quer dizer que comecei a viver de novo!!

eu tô vivo!
eu tô vivo!
eu tô vivo!
eu tô vivo!
eu tô vivo!
eu tô vivo!
eu tô vivo!

A CENA DO BEIJO


(Um casal em algum lugar da galáxia)

Mulher - Acontece que estou jogada às traças.

Homem - Às traças?

Mulher - É. Todo mundo beija e eu fico a ver navios.

Homem - Não seja por isso. (tenta beijá-la).

Mulher - A pressa é inimiga da perfeição.

Homem - Ora! Não me leve a mal. É que ti vi assim tão “frágilzinha” que não resisti.

Mulher - O apressado come cru. Eu não saiu por aí beijando assim, de supetão! E de mais a mais você chegou de mãos abanando. Assim eu fico tímida.

Homem - Mas eu não sabia. Pensei que um presente pudesse lhe ofender.

Mulher - Ofender? Isso é papo de pé rapado.

Homem - Pé rapado?

Mulher - Quem mal começa, mal acaba. (silêncio). Vai ficar aí pensando na morte da bezerra? Tome uma atitude.

Homem - (tenta beija-la. Ela se esquiva). Agora eu nao entendi Patavinas. O que queres de mim?

Mulher - Depende. O que tens pra me dar?

Homem - Eu? Ai de mim. Sou um homem sem eira nem beira.

Mulher - Tá vendo? E eu aqui caindo no conto do vigário. E se eu tivesse dado o beijo? ... seguro morreu de velho!

Homem - Você é dessas então? Uma santinha do pau ôco? Me seduziu e agora joga na rua da amargura.

Mulher - O que? ... repita! O que? Acha que beijo quelquer um? Se beijo qualquer um, caio na boca do povo.

Homem - Ah é? Então fique aí com seus beijos. (saindo).

Mulher - Já desistiu? onde você vai?

Homem - Vou pra onde o judas perdeu as botas. (sai).

Mulher -vai pra casa do capéu!

(fim)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

EM CONSTRUÇÃO!

EM CONsTRUÇÃO,
EM CONSIGNAÇÃO,
EM REFORMULAÇÃO,
EM AÇÃO;

SEM CONSTRUÇÃO,
SEM CONSIGNAÇÃO,
SEM REFORMULAÇÃO,
SEM AÇÃO,

terça-feira, 29 de julho de 2008

"A natureza não dá saltos"


Sábios são os ditos populares - " a pressa é inimiga da perfeição" , "o apressado come cru", "cada coisa a seu tempo" ...


As vezes me pego tenso, quando preciso ser intenso, me vejo apressado quando preciso ser rápido. E em se tratando de arte, que é o que pretendo fazer pro resto da minha vida, essa tensão e pressa só atrapalha na minha investigação artística - é preciso por um pé depois o outro. É preciso criar coisas consistentes e resistentes ao tempo e pra isso é preciso tempo de maturação - ser espontâneo é diferente de ser esbaforido, irracional, despreparado - eis aqui uma palavra bacana: despreparo - e pra preparar-se precisa de tempo, de atenção, de zelo e de muita percepção. Outra palavra: percepção- percebem? É preciso perceber. E só percebe quem presta atenção e só presta atenção quem percebe toda essa história de trajetória da natureza: semente - tempo-broto- tempo- muda- tempo, tempo, tempo, tempo-árvore- tempo, tempo- flor-tempo- fruto- tempo, tempo, tempo - fruto maduro...
E o mais intrigante é, que isso não é uma fórmula exata. Cada coisa tem seu próprio tempo e pra cada um, um tempo de assimilar, de manejar ,de conduzir, de confiar...

Cada coisa tem seu tempo, cada um tem seu tempo, cada um com cada coisa, outro tempo.

Por isso sempre penso que o que penso do outro penso de mim, o que digo pro outro digo pra mim. Se tenho meu tempo de percepção e me irrita quando o outro não percebe, a irritação é minha e não do outro. Quando me irrito com o tempo do outro desorganizo meu tempo, ao passo que o outro continua lá no seu tempo, assimilando, manejando, conduzindo e confiando...

Porque tudo isso?

Me irrita muito ver como tudo é feito correndo sem tempo de sentir gosto. Me irrita ver que nossa arte é feita como pastel - em instantes e cheia de vento.
É o tempo do não-ator, do não-músico, do não-artista - é o tempo da não-arte.
Me irrita esses artistas medíocres iniciantes ou não, cultivarem essa prática e atropelarem o tempo, o gosto, o gozo...

'me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar"
...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ACEITA UM CAFÉZINHO?




CONFESSO QUE NÃO VIVO SEM UM "CAFÉZINHO". PELO SABOR, PELO AROMA E PELO QUENTINHO QUE ELE DEIXA DENTRO DA GENTE.
FOI TOMANDO UM DOS MUITOS QUE TOMO TODOS OS DIAS QUE PAREI PRA PENSAR E CHEGUEI À CONCLUSÃO QUE O UNIVERSO INTEIRO ESTÁ DENTRO DA XÍCARA DE CAFÉ E QUE ALI TINHA MUITO MAIS QUE SABOR, AROMA E QUENTINHO QUE ELE DEIXA DENTRO DA GENTE. O CAFÉ TEM ALMA. O CAFÉ TEM GENTE. O "CAFÉZINHO" TRAZ A HUMANIDADE INTEIRA CONSIGO. COMEÇANDO PELOS QUE PLANTARAM O PÉ DE CAFÉ, OS QUE CULTIVARAM ESSE PÉ, OS QUE COLHERAM, O SOL QUE O SECOU, OS QUE O ENSACARAM, OS QUE CARREGARAM, OS QUE DESCASCARAM, OS QUE DESENSACARAM, OS QUE TORRARAM, OS QUE MOERAM, OS QUE OS EMBALARAM, OS QUE COMERCIALIZARAM, OS QUE O COMPRARAM, OS QUE OS DESPEJARAM NA LATA DE PÓ DE CAFÉ, OS QUE OS PREPARARAM E TODOS OS SEUS ANCESTRAIS QUE FORAM RESPONSÁVEIS POR ELES ESTAREM ALI PARA DESEMPENHAREM TAL TAREFA.



SE NA XÍCARA DE CAFÉ TIVESSE SÓ CAFÉ EM PÓ PARAVA POR AQUI TALVEZ, MAS E A ÁGUA E TODA A SUA TRAJETÓRIA ATÉ O SEU ENCONTRO COM O PÓ? DEPOIS DE ENTRAR EM EBULIÇÃO É CLARO. E O AÇÚCAR POR QUANTAS E QUANTAS MÃOS PASSOU ATÉ SE ENCONTRAR COM ESSE MESMO PÓ DE CAFÉ E ESSA ÁGUA FERVENDO. SEM FALAR NA COLHER QUE TAMBÉM PERCORREU SEU CAMINHO, LONGO SEM DÚVIDAS SÓ PARA PODER MEXER ESSES TRÊS FAZENDO-OS VIRAR UM SÓ. NÃO PODEMOS ESQUECER DA CANECA QUE FERVE A ÁGUA, QUE NÃO CHEGOU AQUI DO NADA E QUE TEM SUA HISTÓRIA PRA CONTAR, ASSIM COMO O COADOR, O BULE QUE RECEBE O CAFÉ JÁ PRONTO PARA SERVIR. A XÍCARA ANDOU MUITO SEM DÚVIDAS PARA CHEGAR AQUI SEMPRE NA COMPANHIA DE UM PIRES E DE UMA "COLHERZINHA". TEM TAMBÉM AQUELE QUE O SERVE COM TODO O CUIDADO PARA NÃO DERRAMAR COM QUEM CARREGA UMA PRECIOSIDADE EM SUAS MÃOS, ENTREGANDO AO "TOMADOR DE CAFÉ" QUE POR SUA VEZ RECEBE SUA VIDA DE VOLTA QUE PARECIA NÃO MAIS EXISTIR NAQUELES POUCOS MINUTOS QUE O ESPERAVA.
AH! SEM UM "CAFÉZINHO" NÃO SOU NINGUÉM.
POR TUDO ISSO É QUE NUNCA RECUSO QUANDO ME PERGUNTAM: "ACEITA UM CAFÉZINHO?"